domingo, 28 de fevereiro de 2016

Introduzindo um novo gato na casa


Introduzindo um novo gato na casa

cats sniffing

 PASSO 1: O SANTUÁRIO DO NOVO GATO

Para o novo morador, essa mudança repentina de rotina é muito estressante. Por isso, ele vai precisar, primeiro, se habituar com o novo ambiente, para então poder relaxar. Separe, na sua casa, um cômodo especial para o recém-chegado, que vai ficar sempre de portas fechadas, longe de todos os outros moradore. Nele, coloque tudo o que um gato precisa: comida, potes de água, caixa de areia, arranhadores, brinquedos, lugares para subir, e cantos para se esconder. Ali, ele vai ficar até se sentir confortável o suficiente para ir e vir, sem se amedrontar. Procure observar muito o comportamento dele.
Um gato relaxado, é um gato que caminha naturalmente, com o corpo erguido, cauda erguida e orelhas erguidas. Não anda rente ao chão, com a cauda abaixada, e movimentos rápidos e curtos. Geralmente, gatos que são adultos e passaram mais tempo em um abrigo, costumam ser mais cautelosos em um novo ambiente. Disponibilize muitos lugares para que ele possa se esconder e relaxar, aja com delicadeza perto dele, e procure sempre tratá-lo com muito carinho. Ele precisa se sentir seguro ali.
Os gatos moradores da casa estão proibidos de frequentar esse santuário. Mesmo que antes estivessem acostumados a isso, por enquanto vão ter que ficar de fora.

cat relaxed

Todos os gatos da casa já sabem que há um outro gato diferente no ambiente. Eles percebem isso pelo olfato, e podem ficar mais inquietos durante o período de adaptação. Lembre-se, sempre, de tratar todos eles com muito carinho, para que entendam que essa novidade não veio para o mal. Se eles ficarem na porta do quarto, rosnando, miando, ou bufando (o famoso “fu”), nunca dê broncas. Procure distraí-los, tirá-los dali. Brinque com eles até acalmá-los. Eles também precisam relaxar.

 PASSO 2: REFEIÇÕES = TREINAMENTO!

Tanto o novo gato, quanto os antigos moradores da casa, precisam entender que essa mudança toda não é uma coisa ruim. Precisamos dar uma razão para os gatos gostarem um do outro! Ração e petiscos são excelentes formas de recompensa, são essenciais para um bom adestramento, além de serem os favoritos de todos os gatos, certo? Então vão ser a nossa arma principal nessa adaptação. 

A ideia aqui, é fornecer refeições para todos os gatos, ao mesmo tempo, em lados opostos da porta do quarto santuário. A distância entre as tigelas vai ser definida pela permissividade dos gatos. Ou seja, se você aproximar muito as tigelas, e um dos gatos não estiver confortável o suficiente para se alimentar àquela distância de um animal que ele não conhece direito, afaste-os. Gradualmente, vá aproximando as tigelas, até que fiquem coladas à porta, uma de cada lado. Lembre-se: a porta sempre fechada!

cat closed door

Você irá fazer várias sessões de alimentação conjunta ao dia. Prefira várias, que durem pouco, e que terminem bem – com os gatos relaxados, sem rosnar, e sem bufar. Reforce todas as vezes em que as sessões tiverem sucesso – faça carinho, brinque com eles. O que você vai oferecer como alimentação, depende de como é a rotina dos seus gatos: se eles têm comida à vontade, e sachê uma vez ao dia, por exemplo, fracione o sachê, e dê pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Se você oferece refeições controladas, fracione mais ainda as porções, também. Ou então, diversifique: dê uma colher de sachê uma vez, um punhadinho de ração na outra, e simples petiscos que ele gosta em uma outra sessão. Apenas tome cuidado para não abusar, e dar petiscos ou ração demais. Nunca se esqueça da questão da obesidade!
A quantidade de sessões depende da sua rotina. Procure fazer quantas conseguir, mas não precisa tirar o seu dia todo para ficar em função disso, também. E a velocidade com que você vai aproximar as tigelas depende da reação dos seus gatos. Pode ser que dure um dia inteiro, como pode ser que dure uma semana inteira. Tenha paciência! O principal é evitar ultrapassar os limites dos gatos. Se eles ficarem estressados, podem partir para a agressão, e aí o processo todo deve voltar ao início. E sempre vá de acordo com o gato mais assustado. Mesmo que os outros todos estejam super tranquilos e relaxados, se mantenha nesse treinamento até que todos os moradores estejam confortáveis com a situação.

cat by the door

Quando você sentir que as sessões de alimentação em grupo estão tendo resultados positivos (o que pode significar apenas a ausência de qualquer reação), é hora de passar para o passo 3. Mantenha esse adestramento o tempo todo, só vá acrescentando os novos passos.

PASSO 3: HORA DE FAREJAR

É através do olfato que os gatos se conhecem. Quando eles se lambem, depositam feromônios nos pêlos, que são substâncias químicas cujo principal objetivo é a comunicação. Os animais liberam feromônios diferentes quando estão com medo, relaxados, felizes, e quando querem acasalar. Os feromônios depositados nos pêlos dos gatos, quando eles se lambem, é o que dá a identidade de cada um, e é através deles que eles se reconhecem.

Pensando nisso, podemos apresentar um gato ao outro de uma maneira mais facilmente controlável: esfregando uma toalha de pano e oferecendo ao outro para cheirar. Faça isso com o novo gato. Pegue uma tolha limpa, e esfregue muito gentilmente no seu pêlo, principalmente no rosto, que é onde eles liberam os feromônios da “calma”. Procure fazer isso em um momento que ele esteja totalmente relaxado, para que o cheiro transmita isso ao “cheirador”.
Coloque a toalha no ambiente dos outros gatos, e observe. Não saia esfregando no nariz de cada um, assim você só vai deixá-los com medo daquele odor. Deixe-a no chão, próxima a eles, e recompense toda vez que apresentarem um bom comportamento – desde simplesmente ignorar a toalha, a cheirar e sair calmamente de perto. Brinque com eles perto da toalha, alimente-os perto da toalha, acaricie-os perto da toalha. Inclusive, coloque a toalha embaixo dos potes de comida quando for fazer as sessões de alimentação em conjunto! Se seus gatos aceitarem, parabéns! Faça isso, também, com os gatos moradores da casa, e dê para o novo gato cheirar.

cat towel

Se algum dos seus gatos manifestar comportamentos não-amistosos, volte um passo, até que ele se acostume e se acalme. Só avance se todos estiverem confortáveis e receptivos!

PASSO 4: TROCA DE AMBIENTES

Depois que todos os gatos se acostumaram com os cheiros diferentes, e estiverem permitindo o avanço da adaptação, é hora de deixar o novo gato conhecer a casa. Coloque os antigos moradores em outro cômodo, e feche-os lá, momentâneamente. Abra a porta do quarto santuário, e permita que o novo morador explore a casa. Mantenha petiscos e brinquedos à mão para distraí-lo, se necessário.
Observe o comportamento dele, e deixe-o à vontade. Pode ser que ele nem queira sair do santuário. Permita que fique lá caso queira, mesmo assim, e procure repetir esse passo até que ele esteja receptivo ao novo ambiente. Faça essas sessões até que o novo morador esteja tão confortável com o resto da casa, quanto estava com o quarto santuário. Sempre recompense bons comportamentos. Se perceber que o gato está rosnando, bufando, ou com o pêlo arrepiado, volte-o ao santuário, e deixe-o relaxar. Vá aumentando o tempo da sessão gradativamente.
Você também pode colocar os antigos moradores no quarto santuário, sem o gato novo lá. Mas apenas se estiverem receptivos para tal, caso contrário, não há necessidade. Não force situações, não teste o limite de tolerância dos seus gatos.

cat exploring

PASSO 5: A ESPIADINHA

Depois que o novo gato já está habituado com o ambiente, e os antigos moradores estão conformados com a nova presença, é hora de se verem pela primeira vez. Esse é um dos passos que requer mais cuidado e atenção, além de uma boa avaliação da linguagem corporal dos gatos.
A ideia é simples: abrir um pouco a porta do quarto santuário, e deixar que se olhem. Faça uma sessão de alimentação, porém com as tigelas mais afastadas da porta. Inicialmente, o tempo que poderão se olhar deverá ser pequeno. Procure fazer sessões curtas, mas que terminem positivamente, do que testar os limites dos seus gatos e acabar com uma briga difícil de separar. Aumente o tempo gradativamente, de acordo com a receptividade de todos os envolvidos.
Além de sessões de alimentação com a porta entreaberta, você pode pedir ajuda a alguém, e brincar com os gatos ao mesmo tempo, um de cada lado da porta. Ou então utilize uma varinha, e brinque com todos ao mesmo tempo. Sempre procurando interações positivas e prazerosas para todos.

cat lookinh

Procure identificar os comportamentos agressivos. É possível que, ao se olharem pela primeira vez, role um pequeno estresse. Um rosnado, uma bufada, ou um pêlo arrepiado (aquele rabo de espiga-de-milho, sabe?). Se isso acontecer, procure distrair os envolvidos. Jogue um brinquedo longe, ou um petisco. Quando estiverem relaxados de novo, reforce o comportamento: dê petiscos, brinque, acaricie. Mostre a eles que não há com que se preocupar. E nunca, em hipótese alguma, dê broncas ou grite com eles. Isso só vai aumentar a tensão e gerar medo.
Bufadas e rosnados são maneiras de comunicação. É um gato dizendo para o outro que “Se você chegar perto, a coisa pode ficar feia”. Eles só bufam e rosnam para evitar o confronto. Não é briga que eles querem, é apenas impôr o seu espaço. Portanto, numa situação dessas, procure manter-se calmo, e tente distraí-los. Caso não tenha sucesso, e você perceba que um dos gatos está ficando muito estressado, a ponto de sair correndo para atacar, feche a porta, e deixe-os relaxar. Lembre-se: é melhor sessões pequenas, mas com resultados positivos, do que testes de tolerância que não terminam bem. Se acontecer de rolar um estresse, mas logo depois eles se acalmam e voltam com o comportamento normal, ótimo.

gato ericado

Você pode, inclusive, deixá-los chegar bem perto para se cheirarem. Isso se eles mesmos quiserem, e a atitude partir deles. Caso isso aconteça, e o resultado seja positivo, recompense-os, e passe para a próxima etapa. De qualquer maneira, você pode seguir em frente caso eles simplesmente ignorem a presença do outro gato. A ideia é simplesmente não haver tensão, estresse e brigas. Se tudo estiver calmo, siga em frente.

PASSO 6: HORA DA APROXIMAÇÃO

Percebendo que todos os envolvidos estão tranquilos e receptivos, é hora de abrir a porta do quarto totalmente. Mantenha à mão, como sempre, petiscos e brinquedos para distraí-los.
Observe-os de perto, e nunca os deixem sozinhos nos primeiros momentos. E, acima de tudo, saiba diferenciar brincadeiras de agressões. Muitos donos têm dúvidas quanto a isso, pois os gatos brincam de lutinha. A brincadeira deles envolve perseguição, tapas, e mordidas no pescoço.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

GATOS Os Gatos de Ernest Hemingway

Os Gatos de Ernest Hemingway


Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, podem esconder os seus sentimentos, mas um gato não o faz.
– Ernest Hemingway
Gatos de Hemingway


Ernest Hemingway ficou eternizado pelas obras que escreveu e que lhe valeram o Prémio Nobel da Literatura em 1954, tornando-o num dos mais influentes autores norte americanos do século XX. Também ficou conhecido por diversas outras facetas, umas mais interessantes, outras menos.
Entre as mais interessantes, e também mais desconhecidas, encontra-se a sua paixão por gatos.
Gatos de Hemingway


Quando se encontrava a viver em Key West, na Florida, o escritor recebeu como oferta de um capitão de um navio, Stanley Dexter, uma gatinha de seis dedos – uma mutação genética chamada polidactilia que consiste num número anormal de dedos em cada pata, que podem ir até sete.
Os marinheiros apreciavam particularmente os gatos com polidactilia, pois dizia-se que traziam sorte aos navios, além de controlarem as pragas de roedores a bordo, uma tarefa que os gatos já desempenhavam há vários séculos.

Gatos de Hemingway


Esta felina com 6 dedos, da raça Maine Coon, foi baptizada com o nome Snowball (em português significa bola de neve). Em 1945, o escritor já tinha em sua casa 23 gatos, todos eles polidáctilos.

Gatos de Hemingway



Os gatos foram colocados no mundo para refutar o dogma de que todas as coisas foram criadas para servir o homem.
– Ernest Hemingway

Após o suicídio de Hemingway, em 1961, a sua casa na Florida foi transformada num museu para retratar a sua vida e obra – e entre aquilo que o museu preservou estavam os seus gatos.
Gatos de Hemingway
A sobrinha do escritor, Hilary Hemingway, juntamente com a autora Carlene Fredericka Brennen, escreveram a biografia «Hemingway’s Cats: An Illustrated Biography» (em português «Os Gatos de Hemingway: Uma Biografia Ilustrada») que relata os detalhes desta especial relação entre Hemingway e os gatos.
Mais algumas fotos do escritor com os seus felinos:

Gatos de Hemingway

Gatos de Hemingway

Os gatos que dão vida ao museu

Várias décadas e gerações de felinos depois, o museu de Ernest Hemingway é casa para cerca de 50 gatos polidáctilos, alguns dos quais se diz serem descendentes diretos da gatinhaSnowball. Todos estes gatos têm o gene da polidactilia, embora cerca de metade deles tenha o número de dedos normal.

A casa museu tem um veterinário residente que trata das vacinas, desparasitações e check-upsregulares à saúde dos felinos. Todos os gatos têm nome, provenientes de pessoas famosas (como Simone de Beauvoir e Pablo Picasso), tradição a que o próprio Hemingway deu início



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Inteligência felina

Inteligência felina


Os gatos conseguem comunicar-se de forma bastante eficaz, seja com humanos ou com outros seres de sua espécie. Estudos da inteligencia em gatos têm demonstrado que tais animais são dotados de um aparato cognitivo capaz de lhes propiciar diversas ações, que podem ser compreendidas como sinais de inteligência. O cérebro destes animais apresenta estruturas complexas que possibilita-lhes desenvolver uma espécie de linguagem, comunicando-se por meio de miados, ronronares, bufos, gritos e linguagens corporais.


O cérebro dos gatos possui estrutura complexa, tendo, em média, 5 centímetros de diâmetro e 30 gramas de massa.


A avançada estrutura do cérebro faz com que esses felinos sejam frequentemente utilizados como animais experimentais, tendo em vista que esse órgão apresenta estrutura muito similar àquela observada no cérebro humano. Pesquisas indicam que, tanto no homem quanto no gato, o mesmo setor cerebral é o responsável pela existência de diferentes emoções .
Miado ou Mia
Miado ou miau[ é o nome dado ao som emitido por alguns felinos com o intuito de se comunicarem. Apesar de tais sons serem notadamente mais comuns nos gatos domésticos, algumas espécies selvagens  também podem miar.
Gatos domésticos miam, sobretudo, para chamar a atenção dos humanos

O miado é o som típico que caracteriza o gato. É transcrito onomatopeicamente  como "miau" em português  (em diversas outras línguas apresenta grafia semelhante, como "meow", "miaow", "maw", etc.)
Diferentemente do ronronar, o miado possui um som mais agudo e audível a uma grande distância. A pronúncia desta chamada varia significativamente, dependendo de seu propósito. Usualmente, o gato vocaliza indicando sofrimento, solicitando atenção humana (por exemplo, para ser alimentado), ou como uma saudação. Alguns vocalizam excessivamente, enquanto que outros raramente miam. Dependendo da raça, são capazes de emitir cerca de 100 tipos de vocalizações diferentes, incluindo sons que se assemelham à linguagem humana. Os machos possuem vocalização mais forte e grave que as fêmeas e a espécie doméstica costuma miar muito mais do que a selvagem, já que é a principal forma que eles têm de chamar a atenção de seus donos.

Ronrono
ronromronrono, ou ronronar, é o ruído contínuo produzido pelos felinos e que faz parte de sua comunicação. O gato doméstico ronrona em uma faixa de frequência entre os 22,4 e 30,2 hertz. Diferentemente do miado, o ronronar produz um som de timbre grave, audível apenas a curtas distâncias.

Gatos costumam ronronar quando estão deitados.

O gato geralmente ronrona quando se encontra em um estado de calma, prazer ou satisfação. Entretanto, pode ronronar quando está se sentindo angustiado, aflito ou com dor. Ronrona na presença de outros gatos ou, se ainda filhotes, na presença da mãe - por exemplo. Existem muitas teorias que explicam a origem deste som, incluindo vibração das falsas cordas vocais quando inspiram ou expiram, o som do sangue circulando pela artéria, ressonância direta nos pulmões, entre outras. Atualmente, acredita-se que o ronronar é o resultado de impulsos rítmicos produzidos por sua laringe. Quando um gato emite o característico som de satisfação, é possível sentir sua garganta vibrar. Dentro da garganta, juntamente com as cordas vocais, o gato possui um par de estruturas chamadas pregas vestibulares. Alguns pesquisadores acreditam que essas pregas vibram quando o gato ronrona.
No entanto, há quem diga que as pregas vestibulares nada têm a ver com a vibração da laringe, relacionada a esse ronronar. A origem então estaria em um aumento momentâneo na turbulência do sangue no sistema circulatório do gato. Esta turbulência seria mais intensa quando o sangue é desviado para uma veia excepcionalmente larga, situada no peito do animal. Quando os músculos à volta desta veia se contraem, as vibrações provocadas pela turbulência são amplificadas pelo diafragma, antes de subirem pela traqueia  e ressoarem na cavidade sinusoidal. Essa vibração faz com que o gato libere endorfina, causando uma sensação instantânea de bem-estar. É evidente que o ronronar exige pouca energia por parte do animal, uma vez que os felinos podem produzir tal som por vários minutos consecutivos.
Outros sons
A maioria dos gatos bufa ou grunhe quando está em perigo. Alguns podem gorjear, quando observam uma presa ou expressando interesse a um objeto próximo. Quando esse som é dirigido a uma presa fora de alcance, não se sabe se é com a intenção de apresentar um barulho ameaçador, uma expressão de frustração ou para imitar o canto de uma ave (ou de uma presa da ave, como a cigarra). Recentemente, estudiosos do comportamento animal creem que este som é um "comportamento de ensaio", no qual o gato antecipa ou pratica como matar sua presa, já que o barulho usualmente acompanha um movimento da mandíbula similar ao que utilizam para matar a presa.

Características genéticas felinas

Características genéticas felinas

O gato apresenta 38 cromossomos e são conhecidas cerca de 200 patologias associadas, muitas delas comuns aos seres humanos. O projeto "Genoma do Gato" do Laboratory of Genomic Diversity, pretende descobrir seu genoma.

Existe uma crença de que os gatos brancos de olhos de cada cor, característica conhecida por heterocromia, cujos portadores são denominados gatos de olhos ímpar.Isto está certo em parte, já que há uma maior probabilidade de gatos com essas características serem também surdos, mas este fato não é determinante.


Gata com heterocromia, anomalia genética na qual o indivíduo possui um olho de cada cor.

A cor branca dos gatos se deve à ausência de melanina em sua pele e pelos. Há quatro modos de um gato ser da coloração branca "sólida": ser homozigótico para o alelo K (albino de olhos azuis) ser homozigótico para o alelo C que é (albino de olhos vermelhos); ser homozigótico para o alelo S ( mancha branca); ou possuir o alelo W (do gene branco predominante) no seu cariótipo.
O gene da surdez é o próprio dos gatos brancos, chama-se alelo W, e é o causador da coloração branca e da surdez aos gatos. Nem todos os gatos brancos são surdos, só o são os que representam o tal gene. O gene W faz com que o gato seja branco, ainda que seus genes digam que ele é um gato escuro, este gene tem a peculiaridade de "mascarar" o resto das colorações para faze-los brancos. Além disso, estes gatos só tem os olhos azuis ou verdes. Outra características genética é o fato de, em alguns animais, os dentes caninos da mandíbula inferior serem proeminentes, semelhantemente ao observado nos fósseis do tigre-dentes-de-sabre.

GATOS SÃO NOSSOS PROTETORES


GATOS SÃO NOSSOS PROTETORES

Félix

Os gatos possuem uma conexão com o mundo mágico, invisível. Assim como os cães são nossos guardiões no mundo físico, os gatos são nossos protetores no mundo energético. Durante o tempo em que passa acordado, o gato vai “limpando” a sua casa das energias intrusas. Enquanto dorme, ele filtra e transmuta esta energia.
O gato pode, muitas vezes, ficar em lugares com baixa circulação de energia ou Chi vital para poder ativar esta área.
Quem já não presenciou seu gato olhando para o nada, totalmente imerso... Ele certamente vê coisas que não vemos, desde insetinhos microscópicos até seres de outras dimensões.
 Muitas vezes seu gato vai para um lugar isolado da casa e começa a miar... Não é só atenção que ele quer: é uma espécie de alerta que ele está dando: a qualidade da energia daquele espaço precisa ser melhorada. Nossos problemas, nosso stress diário é absorvido pelo gato.       Quando a barra pesa demais e o espaço está muito carregado, não raro o gato adoece.
Claro que o gato não é o único responsável pelo o equilíbrio energético do seu lar, mas ele se esforça bastante. Quando mais harmônico for seu ambiente, menos energia negativa ele precisará filtrar e conseqüentemente será mais feliz e saudável. Quando dormimos, nossos corpos astrais separam-se do corpo físico e vão para a quinta dimensão, a dimensão sem tempo e espaço: a dimensão em que estamos durante nossos sonhos. Por falta de treinamento e preparo, na grande maioria das vezes não enxergamos essa dimensão tal como ela é, em vez disso a “mascaramos” e codificamos com nosso conteúdo psíquico e inconsciente. Os gatos muitas vezes nos acompanham nessas viagens astrais ou protegem nosso corpo astral, além de guardar o nosso quarto de espíritos indesejados enquanto dormimos. Essas são as razões pelas quais eles gostam de dormir conosco na cama.
Os gatos também monitoram nossa evolução. Durante sua convivência conosco, eles transmitem informações a dimensões superiores, servindo como radares e transmissores. Além disso, como transmutadores de energia, eles auxiliam na cura, desempenhando um papel semelhante ao dos cristais.
Os gatinhos são professores, eles ensinam a amar. Um amor livre, não submisso, respeitador do arbítrio alheio e das diferenças. Por isso tantas pessoas têm dificuldade de conviver com gatos e os acham “interesseiros”.          
Primeiro, você tem que conquistar a confiança de um gato. Depois, você tem que aprender a respeitá-lo. Ele vai demonstrar afeto quando realmente estiver disposto, não a hora que você mandar. Gatos emanam amor.
Do ponto de vista energético, pessoas que têm alergia a gatos são pessoas que têm dificuldade de deixar o amor entrar em suas vidas.
Se há muitas pessoas na família e um único gato, ele pode ficar sobrecarregado absorvendo a negatividade de todos. É bom ter mais de um gato para dividir a carga entre eles, ainda mais nesses casos.
Se você não tem um gato, e um gatinho de rua aparece em sua vida, é porque você precisa de um gato em uma época particular. O gatinho está se propondo a ajudar você. Se você não pode acolher o gatinho, é importante que você encontre um lar para ele. O gatinho chegou até você por alguma razão que você pode não compreender a nível físico, mas você pode descobrir através dos sonhos se assim desejar. Muitas vezes o gatinho aparece, cumpre sua função e se vai.
Fique atento à forma como os gatos reagem a visitas na sua casa. Muitas vezes eles estão tentando protegê-lo de um campo áurico negativo ou pesado.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

+ Luto por um animal +

+ Luto por um animal +

O sentimento de luto é uma resposta a qualquer perda importante na vida.
A morte de um animal de companhia pode ter vindo após uma longa doença ou por um acidente súbito.
Pessoas enlutadas experimentam traumas tanto físicos quanto emocionais enquanto tentam adaptar suas vidas aos abalos trazidos pela perda.
Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos tutores de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa querida.
A morte de uma animal de estimação significa a perda da fonte de um amor incondicional.
Não há mais para a pessoa o objeto de carinho e proteção. Ela perde o contato com “uma parte do mundo natural.”
Esses sentimentos podem ser especialmente intensos nos idosos, crianças, pessoas solitárias ou casais sem filhos.
AS FASES DO LUTONa verdade o processo do luto não é um objeto concreto que pode ser dividido distintamente.
O luto é um processo contínuo e cada pessoa vivencia de uma forma forma diferente.
Dividir o luto em “fases” ajuda a pessoa enlutada a entender que as seus sentimentos são normais.
Algumas pessoas passam rápido por todas as fases, enquanto outras parecem ficar “presas” numa fase específica.
Rapidamente, as fases do luto são as seguintes:

1. CHOQUE E NEGAÇÃO
A realidade da morte ainda não foi aceita. Ele ou ela se sente atordoado e atônito – como se tudo aquilo fosse “irreal.”

2. RAIVA
A pessoa enlutada frequentemente se volta contra a família, amigos, elas mesmas, Deus, o veterinário ou o mundo em geral.
Vão aparecer também sentimentos de culpa ou medo nesse estágio.

3. BARGANHA
Nessa fase a pessoa pede por um trato ou uma recompensa de Deus, do veterinário ou do padre.
Comentários do tipo “Eu vou à Igreja todo dia se o meu animal voltar para mim” são comuns.

4. DEPRESSÃO
A depressão ocorre como uma reação à mudança do modo de vida ocasionada pela perda.
A pessoa enlutada se sente extremamente triste, desesperançada, inútil e cansada.
Ele ou ela sente falta do animal e pensa nele constantemente.

5. ACEITAÇÃO
A aceitação acontece quando as mudanças que a perda trouxe para a pessoa se estabilizam em um novo estilo de vida.
A intensidade e a duração do processo de luto dependem de vários fatores.
A idade do tutor, circunstâncias referentes à morte, relacionamento do animal com o tutor e com os outros membros da família são todos fatores importantes.
Uma morte recente de uma pessoa importante na vida do proprietário também pode afetar como se lida com a morte do animal.
Geralmente crianças se recuperam mais rápido , enquanto os idosos são os que mais demoram a se recuperar.
Às vezes a morte de um animal de estimação vai permitir que o tutor finalmente lamente a perda de uma pessoa cuja morte ainda não tivesse sido aceita.

A MORTE DO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO E AS CRIANÇASMuitas pessoas não percebem como a morte pode ser traumática e confusa para uma criança.
As crianças tendem a ficar enlutadas por um período mais curto, mas a sua dor não é menos intensa.
Crianças também tendem a voltar ao assunto com mais frequência , então muita paciência é necessária quando se lida com uma criança enlutada.

Algumas dica importantes para ajudar uma criança nessa situação incluem:
1. Dar à criança permissão de lidar com a sua dor– contar ao professor sobre a morte do animal
– encorajar a criança a falar livremente sobre o animal
– dar à criança muito carinho e conforto
– discutir a morte, o morrer e a dor honestamente

2. NUNCA dizer coisas como “Deus levou o seu bichinho,” ou o animal está “dormindo para sempre.”
– A criança pode temer que Deus vá levá-la, seus pais ou seus irmãos.
– A criança pode ficar com medo de ir dormir.
3. Inclua a criança em tudo o que se passa.
4. Explique que a morte é permanente.

OS ANIMAIS SOFREM COM A MORTE DE OUTRO ANIMAL?Muitas pessoas acham difícil acreditar que animais criem laços muito fortes um com o outro.
Mesmo animais que parecem mal se suportar podem exibir fortes sinais de stress quando separados.
Na verdade, animais que perderam um companheiro podem exibir vários sintomas idênticos aos experimentados pelo pelo proprietário enlutado.
O animal sobrevivente pode ficar inquieto, ansioso e deprimido.
Ele pode suspirar com frequência, e ter a respeito de comer e dormir.
É comum que os animais procurem por seus companheiros mortos e exijam mais atenção dos seus donos.
Como o tutor pode ajudar um animal que sofre?Atenção para as seguintes recomendações:
1. Mantenha a rotina do animal sobrevivente o mais normal possível.
2. Tente não reforçar (mesmo que não intencionalmente) as mudanças de comportamento.
•    se o animal fica “escolhendo” comida, não fique trocando o “cardápio”. Isso só leva a um animal ainda mais difícil.
•    não exagere na atenção dada ao animal sobrevivente, já que isso pode levar à ‘ansiedade de separação’.
3. Permita que os animais sobreviventes trabalhem a nova hierarquia por eles mesmos.
•    podem haver brigas enquanto isso não fica resolvido (principalmente com cães).
4. Não adote um novo animal para fazer companhia para o animal sobrevivente.
•    não funciona a não ser que o proprietário esteja emocionalmente pronto para um novo animal (que será diferente do que se foi)
•    pessoas que ainda estejam enlutadas não terão a energia necessária para aceitar e compreender outro animal com sua natureza especial
O proprietário deve permitir que os outros animais vejam e cheirem o companheiro morto?
Não há evidências que afirmem que esse gesto vá ajudar os animais sobreviventes, mas algumas pessoas afirmam que sim.
Geralmente o que acontece é que a pessoa se sente melhor.
Assim, se o proprietário deseja que os outros animais “digam adeus,” então isso deve ser permitido.

FICANDO CURADOPassado algum tempo, o processo de luto chega ao fim.
Ainda assim há diversas coisas que o proprietário entristecido pode fazer:
1. Dê a si mesmo permissão para sofrer.
•    só VOCÊ sabe o que o animal representava para você.
2. Organize um tributo ao seu animal.
•    faz que a perda pareça real e ajuda a concretizar.
•    permite que a pessoa expresse seus sentimentos e reflita.
•    reforça o apoio social.
3. Descanse bastante, coma bem e faça exercícios.
4. Fique rodeado de pessoas que entendam o que você está passando.
•    deixe que outros cuidem de você.
•    se beneficie de grupos de apoio para pessoas que perderam seus animais.
5. Aprenda tudo o que puder sobre o processo do luto. Isso ajuda as pessoas a perceberem que o que eles sentem é normal.
6. Aceite os sentimentos que vêm com a dor.
•    fale, escreva, cante ou desenhe.
7. Permita a você mesmo pequenos prazeres.
8. Seja paciente com você.
•    NÃO deixe que ninguém diga o quanto o processo de luto deve durar.
9. Dê a si mesmo a permissão da recaída.
•    isso VAI passar e sua vida VAI ser normal de novo.
•    a dor é como as ondas do oceano: no começo as ondas vêm rápidas e fortes, mas conforme o tempo passa, elas ficam menos intensas e mais esporádicas.
•    não se surpreenda se objetos, cheiros, palavras ou sons provoquem uma recaída.
10. Não tenha medo de pedir ajuda.
•    grupos de apoio para a perda de animais
•    conselheiros emocionais e t terapias como florais, aromaterapia etc
11. Tenha certeza de consultar sua “Força Maior.”
•    religiosa ou espiritual.

CONCLUSÃOO luto é provavelmente a sensação mais confusa, frustrante e emocional que uma pessoa pode sentir, pois nada podemos fazer diante da morte.
É ainda mais para pessoas que perdem um companheiro animal porque a sociedade em geral não dá a essas pessoas “permissão” para demostrar a sua dor abertamente e as pessoas frequentemente se sentem isoladas e sozinhas. Felizmente mais e mais recursos ficam disponíveis para ajudar essas pessoas a perceber que elas NÃO estão sozinhas e que o que elas sentem é completamente normal.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

6 razões por que gatos pretos são pets ideais

Você sem dúvida já ouviu alguém dizer que gato preto dá azar. Será que um animal indefeso, sem maldades, sem pensamentos ruins, pode de fato trazer má sorte? Vamos contar pra você dá onde vem a lenda de que gato preto dá azar.

Por que dizem que gato preto dá azar?
 
Segundo a lenda, havia um feiticeiro que era amante da mulher de um cliente. Numa noite, ele resolveu matar essa mulher. Mas, um belo dia o feiticeiro e o assassino apareceram mortos, sendo que o assassino foi morto com um arranhão de gato no pescoço e que na cena do crime estaria um gato. Então, um rapaz acha esse gato e conta pra sua mãe que o gato tinha conversado com ele, e o garoto convence sua mãe de ficarem com o bichano.
Só que depois disso começam a acontecer várias coisas. A mãe do garoto leva um dia um homem pra casa e o gato não gosta nada dele, arranhando-o e mordendo-o no pescoço. A vítima desmaia e a mãe do menino pega um crucifixo pra tentar exorcizar o feiticeiro pra fora do gato.
A lenda conta que a alma do feiticeiro saiu do gato e ficou vagando até encontrar um outro gato para se hospedar. Essa é uma das histórias, mas tem algumas outras versões pra explicar a crença de que gato preto dá azar.

Na Idade Média os gatos pretos eram considerados bruxas transformadas em animais. Isso gerou a crença de que cruzar com um gato preto na rua traz má sorte. Desde então, o gato preto ficou associado à bruxaria, às trevas, à magia negra e ao diabo.

Outra curiosidade: no século XV, o Papa Inocêncio VII colocou os gatos em uma lista de seres hereges pela Inquisição. Os gatos eram relacionados aos maus espíritos.
 
 Gato preto dá sorte
Na contramão de tanta crença de que gato preto dá azar, também há uma crença de que gato preto traga sorte. O Rei Charles I, da Inglaterra, tinha um gato preto e acreditava verdadeiramente que sua sorte estava ligada ao gato. Ele colocou inclusive guardas vigiando seu gato de dia e de noite para que nada acontecesse com o animal. Porém, o gato acabou morrendo e logo depois disso, o Rei Charles foi preso e executado.
 
 A verdade sobre o gato preto
gato preto 
Os gatos pretos são como qualquer outro felino. São fofos, dóceis, independentes e brincalhões. Os gatos pretos são os gatos mais adaptáveis, afinal, eles sobreviveram a séculos de rejeição da 
sociedade e isso não foi tarefa fácil. Até hoje os gatos pretos sofrem grande preconceito por parte das pessoas mais ignorantes, que acreditam em crenças populares. Ora, é apenas um gato normal! Se você resolve ter um gato preto, você tem que saber que vai estar salvando uma vida e também que terá que lidar com algumas visitas preconceituosas. Algumas ONGs e protetores de animais alertam sempre que vai acontecer uma Sexta-feira 13, pois infelizmente alguns adeptos de algumas religiões – como candomblé, sacrificam esses animais nessa data. Por isso, se você tem gatinhos pra doar, jamais doe um gato preto próximo a essa data.  

Vantagens do gato preto

São lindos e charmosos;
– São enigmáticos;
– Tem muita personalidade e mais ainda o seu dono;
– São carinhosos e brincalhões como os outros gatos;
– Eles tem menos chances de serem adotados (que tal fazer uma boa ação?);
– Os pelos são curtos e fáceis de cuidar.

Cuidados com o gato preto
 O único cuidado especial que você deve ter é protegê-lo. Se você mora em casa, não deixe-o solto no jardim. Alguém pode passar e roubar pra fazer rituais de magia negra ou então envenená-lo de propósito por achar que fazem mal à sociedade. Mantenha seu gato preto seguro.

A cor do pelo, apesar de não definir a personalidade do gato, pode ter relação com algumas características comportamentais do animal.  No caso dos gatos pretos, esses felinos são mais amigáveis e sociáveis do que gatos de outras cores, de acordo com a especialista em animais e autora Temple Grandin.

Gatos pretos tendem a viver melhor em grupos.  Similarmente, eles são mais pacíficos, o que os fazem candidatos ideais para convivência em ambientes urbanos.  Vale notar que, além dessas características, a personalidade de cada indivíduo determina o grau de sociabilidade e o seu nível de agressividade.
Em seu livro, Os Animais nos Fazem Humanos, a Temple Grandin explica que algumas características que diferenciam os gatos pretos de gatos de outras cores, mostrando que a evolução fez desses gatos seres pacíficos para eles se proliferarem.  Os motivos abaixo confirmam que os gatos pretos são animais carinhosos que merecem o grande amor que os donos sentem por seus gatos.

1. Gatos pretos são mais amigáveis do que gatos de outras cores

Seja com outros gatos ou pessoas, os gatos pretos são mais amigáveis e vivem bem em grupos.  Mesmo sendo mais simpáticos do que os gatos de outras cores, os gatos pretos são vistos pelas pessoas como anti-sociais, de acordo com um estudo conduzido pela Universidade de Berkeley, na California.  Tais percepções podem contribuir às estatísticas que apontam gatos pretos como sendo os menos adotados e mais sacrificados nos Estados Unidos.
Porém, vale notar que os gatinhos pretos são extremamente amáveis e, como outros gatos, se espelham na rotina e comportamento dos seus donos.

2. Eles lidam melhor com ambientes populosos

No seu livro, a Temple Grandin menciona que os gatos pretos lidam melhor com ambientes populosos.  Seja em uma cidade movimentada ou em uma casa com diversos animais, os gatos pretos tendem a se adaptar a esses ambientes melhor do que os gatos de outras cores.
Por onde eles vão, os gatos pretos deixam um legado.  No antigo Egito, eles eram adorados e ter um gato preto em casa era considerado um símbolo da sorte.  Hoje no Japão, esses animais também são considerados sortudos.
Por mais que os gatos pretos lidem bem com outros animais e pessoas, é sempre interessante oferecer um lugar seguro para eles ficarem.  Colocar uma cama como essa em um lugar escondido ou elevado como em cima de um móvel, por exemplo, permite o gato a observar o que está acontecendo ao seu redor sem ser visto, o que pode ajudá-lo a se sentir seguro e protegido.

3. Eles são mais inclinados a viver em comunidade do que os outros gatos

Naturalmente, os gatos pretos são mais inclinados a viver em comunidade do que gatos de outras cores.  Eles são mais tranquilos do que os outros gatos e isso os fazem animais ideais para terem em casa.  Para donos que recebem bastante visitas, o gato preto pode ser a opção desejada entre as outras cores de gatos, por conta dessas características.
Ter vários em gatos em casa tende a trazer muita alegria para os donos.  Afinal, dois gatos não necessariamente dão mais trabalho do que um só mas normalmente trazem mais do que o dobro da alegria.  Porém, nessas horas, o cheiro das fezes dos gatos pode ser um problema.  Por isso, o ideal é oferecer pelo menos uma caixa sanitária por animal e limpar as caixas com bastante frequência.  Areias sanitárias como essa que é feita de fibras vegetais e pode ser descartada no vaso sanitário, podem ajudar a manter as caixas sempre limpa e a casa sem mal odor.

4. Eles ficam menos assustados do que gatos amarelos

A Sra. Grandin também menciona outros estudos que mostram que os gatos laranjas são naturalmente mais reativos do que os pretos.  Isso por que os gatos laranjas sentem mais medo e esse medo, por consequência, pode gerar a reatividade.
Os genes que causam os gatos amarelos a serem mais tímidos e medrosos é herdado.  Sendo assim, mesmo reduzindo o medo nesses gatos, é difícil eliminar por total a sua timidez.  Pelo fato dos gatos pretos não terem esse mesmo nível de timidez, eles são naturalmente mais amigáveis com outros animais e pessoas.

5. Apesar de ter um gene recessivo, os gatos pretos se proliferam

O pelo preto é um gene recessivo.  Porém, mesmo com esse gene, os gatos pretos se proliferam.  Um dos motivos é que o gene de pelo preto também carrega uma vantagem importante para esses gatos.  De acordo com o Sr. Stephen J. O’Brien, do Projeto de Genoma Felino, é possível que a mutação que gera pelo preto também crie uma imunidade contra virus na família de HIV felina.
O gene, que também deixa os gatos pretos mais pacíficos, pode ser responsável pela sua habilidade de acasalar com outras fêmeas.  Enquanto os gatos mais agressivos, como os gatos amarelos, gastam seu tempo brigando com outros gatos para serem os primeiros a acasalarem com as fêmeas, os gatos pretos aguardam pacientemente à sua vez.  Com essa estratégia, eles não se machucam tanto em brigas e continuam a proliferação de filhotes com pelo preto.